terça-feira, 12 de outubro de 2010

Quem nunca usou um KICHUTE ???


Quem viveu a infância dos anos 80, com certeza nas peladas do futebol teve a oportunidade de calçar o bom e velho tênis ki chute, tênis popular da década que imitava uma chuteira com seus cravos de borracha quadrados. Quando novo os cravos pareciam pneus de carro zero, pelo cheiro de borracha. Lembro até hoje do ritual de amarrar o tênis Ki chute, uns amarravam no tornozelo, outros enquanto os cravos eram novos, davam voltas por baixo do tênis. Mas quando o tênis ficava velho era insuportável o chulé que ele causava. Seja como for este foi um tênis que marcou época. Com certeza um dos maiores charmes do Kichute era a forma de se amarrar o cadarço. Nada dos nós mirabolantes que hoje estampam os All Stars, as formas de se amarrar o Kichute eram mais simples. Ou se amarrava o Kichute por baixo, com os cadarços passando por baixo do tênis ou amarravam os cadarços na canela. Conta a lenda que quem amarrava o cadarço por baixo eram os meninos que jogavam bola. E quem amarrava na canela não era muito bom com a bola nos pés. Como o Kichute possuía cravos de borracha maciça, altos, que imitavam os cravos de uma chuteira, passar o cadarço por baixo do calçado não trazia problema algum. Para matar as saudades do Kichute, acesse o site kichute , mantido pela Alpargatas traz todas as informações sobre a marca, e até maneiras diferentes de se amarrar o cadarço.


Comercial do KICHTE exibido pela GLOBO no VERÃO de 1985
Zico era o protagonista

HISTÓRIA

Kichute é um calçado, misto de tênis e chuteira, produzido no Brasil desde a década de 70 pela Alpargatas, teve seu ápice entre os anos de 1978 e 1985, quando suas vendas ultrapassaram 9 milhões de pares anuais. Feito de lona e solado com cravos de borracha, todo ele preto, virou mania entre os meninos, pois era usado tanto para ir à escola quanto para a prática do futebol, ainda mais depois da conquista do Brasil da Copa do Mundo de 1970. Devido ao seu grande cadarço, era comum entrelaçá-lo na canela antes de amarrá-lo, ou mesmo dar voltas nele próprio, passando pelo solado. Foram lançadas bolas de futebol de salão e de campo com a marca Kichute. Com a entrada de modelos importados de tênis, suas vendas despencaram, mas o Kichute nunca deixou de ser produzido. Atualmente, devido ao revival dos anos 70 e 80 na moda, muitos estilistas famosos estão utilizando o Kichute em suas coleções.

MATE A SAUDADE DOS VELHOS TEMPOS
Comercial institucional do KICHUTE geralmente era
inserido nas programações das principais redes de TV´s
na volta as aulas

E para você que ainda além de matar a saudade quer comprar o seu KICHTE clique AQUI e compre o seu no MERCADO LIVRE.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Lendas & Reliquias do RÁDIO parte I

BIG BOY

Big Boy, pseudônimo de Newton Alvarenga Duarte (1 de junho de 1943 - São Paulo, 7 de março de 1977), foi o mais importante disc jockey de sua época, responsável por uma verdadeira revolução no rádio brasileiro. Como locutor, introduziu uma linguagem jovem, mais próxima do público que o ouvia.
PARTE I
Documentário sobre Big Boy com a participação das maiores personalidades do Rádio Brasileiro.

Seu "hello crazy people!", a maneira irreverente como saudava os ouvintes, tornou-se marca registrada de um estilo próprio, descontraído, diferente da voz empostada dos locutores de então. Como programador, demonstrou extrema sensibilidade ao captar o gosto do público, observando as tendências musicais ao redor do mundo e inovando a partir de idéias que modificariam todo um sistema de programação estabelecido. Apaixonado por música desde a infância, iniciou uma coleção que chegou a 20 mil discos ainda adolescente, manifestando preferência pelo rock, o então novo ritmo americano que conquistou os jovens no mundo todo. Também costumava "peregrinar" na Rádio Tamoio do Rio de Janeiro - a rádio que apresentava a programação mais atualizada na época - procurando manter contato com os programadores e outros aficionados por rock em busca de informações e de uma oportunidade profissional - seu sonho desde então que procurou alcançar com obstinação. A oportunidade finalmente surgiu quando foi convidado para substituir um programador que entrara em férias. Assim, não hesitou em interromper a carreira de professor de geografia para tornar-se radialista. Mais tarde foi convidado para participar de uma bem-sucedida tentativa de reformulação da Rádio Mundial AM, que se tornaria a rádio de maior audiência entre o público jovem do Rio de Janeiro. Foi ali que iniciou sua atuação como DJ, ganhou o apelido de Big Boy e criou o estilo inconfundível que continua até hoje influenciando locutores - inclusive das modernas rádios FM, cujas programações muitas vezes ainda seguem os moldes de seus programas. Com sua voz alegre e postura informal, complementava as músicas que tocava com informações "quentes" sobre o mundo do disco, impondo uma dinâmica irresistível ao programa; tudo isso sem perder o jeito de fã dos artistas, o que o aproximava ainda mais dos ouvintes. Big Boy também pode ser considerado o primeiro "profissional multimídia" do show business brasileiro. Programador e radialista eclético, diversificava sua atuação mantendo como elo de ligação a paixão pela música contemporânea nos seus diversos segmentos e movimentos.

PARTE II


Além de manter dois programas diários na Rádio Mundial, Big Boy Show e Ritmos de Boite, um na Rádio Excelsior de São Paulo e um semanal especializado em Beatles, o Cavern Club, também na Mundial, atuava como programador, colunista em diversos jornais e revistas, produtor de discos e DJ dos Bailes da Pesada, onde mantinha um contato direto com o público que gostava especialmente de soul e black music, principalmente na Zona Norte do Rio de Janeiro. Em televisão, inovou ao apresentar em sua participação diária no Jornal Hoje da TV Globo, pela primeira vez, film clips com músicas de sucesso do momento. Em seu programa Papo Pop, na TV Record de SP, lançou grupos brasileiros de vanguarda. Foi também o responsável pela implantação do projeto Eldo Pop, no início das transmissões em FM no Brasil. A lendária rádio (antiga Eldorado FM), especializada em rock progressivo, visava contemplar um público restrito mas altamente especializado em seu gosto musical e que encontrava ali um veículo de expressão da autêntica música de vanguarda. Chegou a participar como ele mesmo da novela cômica Linguinha, ao lado do humorista Chico Anysio (TV Globo - 1970). Ao longo de toda sua vida profissional, Big Boy continuou ampliando sua coleção. Em diversas viagens a outros países apurou seu acervo, buscando raridades como "discos piratas" de tiragens limitadíssimas. Ao morrer havia juntado cerca de 20 mil títulos, entre LPs e compactos, na maioria importados, que abrangem diversos gêneros musicais como rock, jazz, soul music, rock progressivo, musica francesa, trilhas sonoras de filmes, orquestrais, etc. Como um todo, a discoteca Big Boy constitui-se num acervo cultural importantíssimo, pois retrata vários períodos do cenário discográfico mundial e, mais do que uma coleção, trata-se da síntese do trabalho de um profissional que ousou inovar. Morreu sufocado por um ataque de asma, num quarto de hotel em São Paulo.


Valeu, Big Boy! Você não foi grande, foi o MAIOR!!!

Nota: duranre o vídeo, me emocionei ao ver o velho pai de um grande amigo meu. O grande Reynaldo Jardim. Também radialista, seu filho, Joaquim Jardim, foi programador da Nacional FM, e fez no final dos 80 e meados dos 90 o melhor programa de rádio dos Beatles que eu ja ouvi. Foi ele quem me mostrou pela primeira vez uma bomba que ele tinha guardada, com um nome estranho... BADFINGER! Mas isso é outra história...Thanks!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Minha Inspiração no RÁDIO


A MINHA INSPIRAÇÃO PARA O RÁDIO

Quando criança em meus 10, 11 e 12 anos, ouvia programa A Turma da Maré Mansa apresentado pelo saudoso Antônio Luiz pelo qual me inspirou a ter a carreira e profissão que tenho hoje em dia, eu o ouvia pela Super Rádio Tupi e depois pela Rádio Globo, apresentado por Antonio Luiz, e ia ao ar de Segunda a Domingo, das 21 às 22h, sempre que não havia transmissão esportiva. O programa também chegou a ser exibido aos domingos, no início dos anos 80, no horário das 13 às 14h e nesta hora se intitulava "A Seleção Maré-Mansista", onde eram exibidos os melhores quadros do programa diário. O nome do programa era uma alusão ao seu patrocinador, A Impecável Maré Mansa, loja de roupas situada na Av. Marechal Floriano, no Centro do Rio de Janeiro, com filiais em vários bairros da cidade. O humorístico era composto por vários quadros, quase sempre se alternando no programa. Um dos poucos quadros "fixos" do programa era o Burroso, que encerrava o programa. Chico Anysio durante um período apresentava esquetes com seus famosos personagens, como apresentou também a Escolinha do Professor Raimundo.A Turma da Maré Mansa marcou época por um humor leve, sem apelações, que poderia ser ouvido por todas as idades



Programa Maré Mansa narrado na Rádio Globo nos anos 80

domingo, 26 de setembro de 2010

GAMES Clássicos dos ANOS 80

Atari 2600 foi um video game projetado por Jay Miner e lançado em 1977 nos Estados Unidos e em 1983 no Brasil. Considerado um símbolo cultural dos anos 80, foi um fenômeno de vendas no Brasil entre os anos de 1984 a 1986 e seus jogos permanecem na memória de muitos que viveram a juventude nesta época.

HISTÓRIA


A Atari comprou uma empresa de engenharia em 1975 chamada Cyan Engineering para desenvolver um sistema de video game de nova geração, e trabalhou em um prototipo conhecido como "Stella" (nome da bicicleta de um dos engenheiros) por algum tempo.

Diferente de máquinas de gerações passadas que usavam lógica de programação própria e fixa para rodar um pequeno número de jogos, o núcleo do Stella era um CPU completo, o famoso MOS Technology 6502 em uma versão reduzida (para cortar custos), conhecido como 6507 Era combinado com chips de RAM e E/S, o MOS Technology 6532 e um chip de display e som de design próprio conhecido como TIA, de Television (Televisão) Interface (Interface) Adaptor (Adaptador) .

Além desses três, as duas primeiras versões da máquina continha mais um chip, uma CMOS padrão de buffer de lógica IC, fazendo um número total de quatro chips, sendo assim, com poucos chips e baratos. Algumas versões posteriores eliminaram o chip de buffer. O design inicial não iria ser baseado em cartuchos, mas após verem um sistema de cartucho falso em outra máquina os engenheiros imaginaram que poderiam colocar os jogos emcartuchos pelo preço do conector e da embalagem.

Em agosto de 1976 Fairchild Semiconductor liberou seu próprio sistema baseado em CPU, o Channel F. O Stella ainda não estava pronto para produção, mas estava claro que deveria estar pronto antes que outros produtos similares chegassem ao mercado, que foi o que aconteceu quando a Atari lançou o Pong. A Atari simplesmente não tinha o dinheiro necessário para completar o sistema rapidamente, e, além disso, a venda de seu Pong estava diminuindo. Nolan Bushnell procurou a Warner Communications, e vendeu a companhia para eles em 1976 por 28 milhões de dólares, com a promessa de que o Stella seria produzido o mais rápido possível.
A chave para o sucesso da máquina foi a contratação de Jay Miner, um desenvolvedor de chip que concentrou vários circuitos em um chip, tornando o TIA um chip único. Uma vez completo e testado, o sistema estava pronto para a venda. Na data de lancamento 1977, o desenvolvimento tinha custado aproximadamente 100 milhões de dólares. O preço inicial foi de 199 dólares e tinha 9 títulos. Na tentativa de competir diretamente com o Fairchild Channel F, a Atari chamou a máquina de 'Video Computer System' (ou VCS abreviando), pois o Channel F era nessa época conhecido como o VES, de Video Entertainment System.

O 2600 também foi apelidado SVA de Sears Video Arcade e vendido pelas lojas Sears-Roebuck. Quando Fairchild ficou sabendo do nome dado pela Atari, eles rapidamente mudaram o nome de seu sistema para Channel F, porém, os dois sistemas estavam no meio de varias reduções de preços: os clones de PONG estavam obsoletos por essas máquinas mais novas e poderosas. Logo, muitas dessas companhias de clones estavam fora do mercado, e tanto a Fairchild como a Atari estavam vendendo para um público saturado de jogos Pong. Em 1977, a Atari vendeu apenas 250 000 VCSs. Em 1978, apenas 55 000 de uma produção de 800 000 foram vendidos, e foi preciso ajuda financeira da Warner para cobrir prejuízos. Isso causou discordâncias e causou a saída do fundador da Atari, Nolan Bushnell, em 1978.


Comercial do ATARI exibido no VERÃO de 1983

CONFIRA A LISTA COMPLETA DOS JOGOS DO ATARI AQUI.
BAIXE O EMULADOR E TODOS OS JOGOS DO ATARI AQUI.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Caloi Cross Extra Light:

Caloi Cross Extra Light um objeto de desejo entre a garotada nos anos 80 e ainda é pelos colecionadores do gênero, com seu desing arrojado era tb a mais cobiçada entre os pilotos de bicicross que faziam suas manobras radicais nos mais variados obstaculos, ela se destacava pela sua aerodinâmica e resistência, uma de suas caracteristicas marcantes eram os detalhes, as rodas, cubos, guidon e pé de velas eram cromadas de vermelho, azul e amarela (somente nos U.S.A.) é um clássico dos anos 80 e vale a pena relembrar aqui no Blog Já Fui Bom Nisso. Nesse spot comercial vemos uma apologia ao filme E.T. grande sucesso no inicio dos anos 80, confira:


Comercial exibido pela GLOBO no VERÃO de 1985

Os Melhores Video - Clipes dos anos 80

A-HA - Take on Me

Dirigido por Steve Barron (um dos mais premiados diretores de videoclipe dos 80, inesquecível pela sua obra-prima, o filme Amores Eletrônicos, em que fez um filme com uma das melhores trilhas sonoras de todos os tempos). Lançado em 1985, este vídeoclipe causou furor nos anos 80, chegando à posição número 1 na parada dos EUA.

Misturando cenas a cores com animação em preto e branco, foi revolucionário para a época, devido à mistura de animação com cenas reais. O vídeo mostra a banda fazendo sua performance enquanto o vocalista Morten Harket vai à busca da garota de seus sonhos. Tudo começa em uma lanchonete em que uma garota folheia um gibi quando, para sua total surpresa, um dos personagens dos quadrinhos cria vida e a chama para uma aventura dentro da revista. A garota maravilha-se no mundo do gibi. Seguem-se cenas românticas entre a mocinha e o herói até que surgem os vilões (bem no estilo dos bombeiros repressores de Fahrenheit 451) perseguindo o casal.
Morten consegue abrir uma passagem para o mundo real e salva a garota. Ela chega em segurança ao seu quarto e em estado de muito nervosismo por não saber o que se passa com seu amado. Mas o herói, a muito custo, pelo que deixa transparecer em seu estado de abatimento, consegue escapar da perseguição e passa para o mundo real, a cores, onde pode enfim, desfrutar do seu amor.

Curiosidade

A garota do vídeo chama-se Bunty Bailey e era na época namorada de Morten Harket. Participou também do clip de Billy Idol “Got to Be a Lover




Fonte: http://www.autobahn.com.br